quarta-feira, 8 de junho de 2022

MILAGRES – DR. WAGNER PEDRO LIMA

 

O físico Albert Einstein disse: SÓ HÁ DUAS MANEIRAS DE VIVER A VIDA:A PRIMEIRA É VIVÊ-LA COMO SE OS MILAGRES NÃO EXISTISSEM. A SEGUNDA É VIVÊ-LA COMO SE TUDO FOSSE MILAGRE.

Desenvolver essa fé, que Deus está em tudo, e que ele não perde o controle, confiar que tudo coopera para o bem (Romanos 8.28) é muito difícil.

No livro O FASCINIO DOS MILAGRES, Marcos de Benedicto destaca que “cerca de um quinto dos evangelhos é dedicado ás curas ou ás discussões” sobre elas, uma proporção notável.

Continua ainda, dos 3.779 versículos dos quatro evangelhos, pelo menos 727 relacionam-se de algum modo com cura ou com ressurreição, enquanto 38,5% da parte narrativa (484 em 1527 versículos) são dedicados á descrição dos milagres de cura realizados por Jesus.  

Milagre é uma força transcendental , mas que atua nosso mundo e, portanto, é superior ás forças da natureza.

Os milagres é uma ação direta de Deus na natureza. Nenhum outro ser tem esse poder, razão pela qual os milagres ultrapassam as leis naturais conhecidas pela ciência, portanto chamados de sobrenaturais.

Os milagres são sinais da presença de Deus no mundo a qual Ele quer se relacionar, e são suas assinaturas, confirmando inclusive a Palavra.

Muitos sinais acompanharão aqueles que acreditarem (Marcos 16.17).

Para aqueles que creem, nenhuma prova é necessária; e para aqueles que não creem, nenhuma prova é suficiente.

Os principais milagres podem ser enquadrados nos seguintes grupos segundo a Bíblia e a História Eclesiástica: curas, multiplicação de coisas ou alimentos, pirovasia, transladação, bilocação, xenoglossia, poliglossia, revitalização.

O estudo dos milagres é reservado á teologia e não da ciência, uma vez que não pode ser reproduzido ou estudado.  O Milagre não é um fato observável.

Eduard Le Roy (1870-1954): O MILAGRE É UM FENÔMENO ESPORÁDICO, QUE SE PRODUZ UMA ÚNICA VEZ, E EM CIRCUNSTÂNCIAS AS MENOS APTAS A PERMITIR QUE SEJA OBSERVADO COM EXATIDÃO.  

Quem nega os milagres hoje? ateus, cientistas, teólogos liberais, racionalistas modernistas, céticos.

Exemplo: Em Josué 6.1-16 a Bíblia Sagrada nos conta o milagre de como as muralhas de Jericó ruíram ao chão. Os modernistas ao contrário vão dizer que houve um terremoto ou que a passagem é uma lenda.

 Pascal: NÃO É NECESSÁRIO CONHECER TODOS OS RECURSOS DA NATUREZA PARA SABER QUE COM UM POUCO DE SALIVA NÃO SE CURA UM CEGO DE NASCENÇA, E QUE COM UMA SIMPLES PALAVRA NÃO SE FAZ SAIR DO SEPULCRO UM CADÁVER. ISSO É MILAGRE.

Sobre o milagre de uma cura, importante mencionar que deve-se se adotar um sistema antifraude. Para ser milagrosa, a cura deve ser:

Ø    Doença incurável

Ø    Instantânea

Ø    Definitiva

Ø    Sem sequelas

Ø    Não voltar a ter a mesma doença

Ø    Extraordinária: inexplicável pela Ciência

Nas reuniões carismáticas e/ou pentecostais, em alguns casos, existe muita empolgação. Deus não faz milagres em clima de intensa emoção.

Outra coisa que se confunde muito no meio da cristandade é a diferença entre milagre e providência. O que é uma providência divina?

Ø    Algo que não excede as forças da natureza

Ø    Mas que pelas circunstâncias claramente se deduz que o fato deve ser atribuído a Deus

Karl Rahner: O MILAGRE DEVE SER ALGO, NO HORIZONTE DA EXPERIÊNCIA HUMANA, NÃO EXPLICÁVEL PELAS LEIS DA NATUREZA, SÓ ASSIM PODE SER SINAL DA MENSAGEM DE DEUS.

CONCLUSÃO:

Os verdadeiros milagres devem ser claríssimos e só realizáveis por Deus, e só aceitos pelos crentes, porque quem os reconhece nunca será um ateu.

Pascal Jordan: O MILAGRE É NECESSÁRIO PARA TER UMA FÉ RACIONAL.

segunda-feira, 30 de maio de 2022

HOROSCOPO – HISTÓRIA E OPINIÃO - Por Dr. Wagner Pedro Lima

 

Trata-se de um mapa das posições relativas aos planetas e dos signos zodiacais num momento específico (como o do nascimento de uma pessoa).

Os astrólogos afirmam conseguir determinar o caráter e os traços de personalidade de uma pessoa e até prever os acontecimentos da vida de alguém apenas interpretando tal mapa.

Há milhares de anos, quando nossos ancestrais observavam o céu noturno, eles viam um mar de luzes. Eles não sabiam o que eram, mas perceberam uma coisa: seus movimentos eram previsíveis e elas claramente causavam efeitos nas estações do ano, nas marés, nas colheitas.

Fazia sentido pensar que as luzes influenciavam todos os aspectos da vida. Quase todas as culturas ancestrais do mundo inventaram a astrologia.

As pessoas acreditam em todo o tipo de misticismo, mas só a astrologia tem uma coluna fixa nos grandes jornais.

Na índia, astrólogos têm programas de TV em grande canais de notícias. Na China muitas mulheres planejam ter filhos em anos de sorte.

Mesmo sabendo que não é algo cientifico por que tantas pessoas, de tantas culturas, ainda procuram significado nas estrelas?

A ideia de 12 signos do zodíaco remete há mais de 2.000 anos, na antiga Babilônia, atual Iraque. Eles notaram que havia cerca de 12 luas novas ao longo de um ano. Então dividiram a trajetória do Sol em 12, cada parte marcada por uma constelação.

Mapear símbolos nas estrelas, como um touro ou um escorpião, os ajudava a manter um registro ao longo dos anos. Foi assim que criaram seu signo solar. Originalmente, era a constelação em que o Sol estava quando você nasceu.

Mas o signo solar é apenas um dos seus signos. Tudo é mapeado no que os astrólogos chamam de mapa astral. O mapa astral é um retrato do céu no momento em que você nasceu. Desta forma, você tem um signo solar, um lunar e um ascendente, ou seja, o signo que estava ascendendo no céu quando você nasceu.

O mapa é dividido em 12 casas, para áreas diferentes da sua vida. Elas incluem as posições dos planetas em o grau entre eles. Segundo os astrólogos querem fazer pensar, importa a casa do signo, mas também importa, por exemplo, se você nasceu com Marte, o planeta da guerra, na casa do romance.

Esses mapas são milenares, e foram usados para prever o futuro de figuras notáveis por toda a História. Enquanto acreditávamos que o universo girava ao nosso redor, a astronomia anotava as estrelas e os planetas e a astrologia interpretava a influência deles sobre nós.

Então, naturalmente, foi um astrônomo que espalhou essa versão da astrologia pelo mundo. E não foi um astrônomo qualquer: Claúdio Ptolomeu.

Ele era importante, no Egito, no século 2, ele escreveu um dos mais importantes livros de astronomia da História. Foi o primeiro a mapear com precisão a velocidade e rotação dos planetas ao redor da terra. E foi assim que os calendários foram calculados nos 1.500 anos seguintes.

Ptolomeu também escreveu um dos livros de astrologia mais influentes de todos os tempos: o Tetrabiblos.

No mundo de Ptolomeu não havia divisão entre astrologia e ciência. O tetrabiblos ajudou a espalhar a astrologia grega pelo oriente médio e índia.  Na china tinha seu próprio zodíaco, igualmente antigo, baseado no seu nascimento.  

No Século 16 a Rainha Elizabeth I contratou o astrólogo John Dee para prestar consultoria em astrologia. Shakespeare fazia referência á astrologia em quase todas as suas peças.

Galileu Galilei derrubou a noção astrológica de que tudo girava em torno do ser humano e deu o entendimento que o planeta orbita ao redor do sol. Porém até Galileu fazia horóscopos para familiares e clientes ricos com a astucia de ganhar em troca lucros.

No século 17 com o avanço da ciência, a astrologia e a astronomia foram separas para sempre.

Em 1930 um jornal de Londres publicou uma coluna do astrólogo R. H. Naylor para celebrar o nascimento da princesa Margaret. Depois a coluna se tornou fixa, e ele começou a fazer horóscopos para os leitores comuns, baseado apenas nos signos solares deles. E a ideia pegou entre os jornais.

Carl Jang, famoso psicanalista era um ferrenho defensor da astrologia, conforme se comprova nas cartas que escrevia para Sigmund Freud.  

Nos anos 60 começou a arte através das músicas a enaltecerem a nova era de aquário. A escritora Linda Goodman, em 1968, teve seu livro SEU FUTURO ASTROLÓGICO entre os mais vendidos do New York Times, no total foram 30 milhões de cópias, traduzidos para mais de 15 idiomas.

Nos anos 80 havia até linhas diretas para pedir conselhos cósmicos.

Importante mencionar que nesses mais de 2000 mil anos o eixo da terra mudou, logo, então os signos solares mudaram, e tecnicamente, agora há um 13º signo chamado serpentário.

 

CONCLUSÃO:

As previsões não têm qualquer base em fatos científicos.  Estudos demonstram que as pessoas que não se sentem no controle de suas vidas, tem mais disposição para acreditar em horóscopos. Na verdade o que acontece é que o horoscópo segundo a psicologia causa o chamado efeito placebo (que é quando algo não real reflete na vida de forma real pelo poder psicológico). De tanto se acreditar em algo, isso se torna real. A pessoa se torna suscetível a se identificar com o seu horóscopo porque ela sente a necessidade de se apegar em algo.

É o efeito explicado pelo famoso pioneiro do circo P. T. Barnaum. Baseado em um estudo de 1949, em que 39 universitários receberam perfis de personalidade que supostamente eram baseados em um exame psicológico. Mas, na verdade, todos os perfis eram idênticos, e descreviam traços genéricos. Apenas um estudante questionou a descrição do teste.

O segredo do sucesso de um horóscopo são suas descrições, tendem a ser muito ambíguas, e dentro do possível positivas, mais ou menos como os bilhetes da sorte do biscoito que acompanha a comida chinesa de alguns fast food.

Hoje os horóscopos fazem muito sucesso em milhares de sites na internet que lhe proporciona realizar um teste de mapa astral gratuitamente.

Na pandemia houve um aumento de 67% na procura por vídeos de astrologia no Youtube.

No Facebook, aumentou 116% e no twitter o engajamento aumentou quase 300%    

Acho que o grande apelo da astrologia, mesmo por pessoas instruídas, vem do fato de que ela oferece algo que não se consegue em outros lugares, previsão do futuro.

Na minha opinião o perigo da astrologia é o desejo de buscar um sentido oculto nas estrelas para explicar sua própria vida, dispensando a busca de se conectar com Deus e de examinar suas próprias atitudes no dia a dia.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Educação no Brasil

A Educação no Brasil teve como influenciadores Jean Piaget, Karl Marx, Paulo Freire entre outros...

A ideia desse comentário não é demostrar apoio a uma ideologia política mas demostrar que a educação no Brasil é totalmente influenciada pela política.

A ideia de influenciar o aluno de ensino básico e médio, que ainda está formando seu senso crítico é antiga. É uma forma de preparar o aluno para que na Universidade Pública ele receba uma visão de mundo totalmente formatada por uma pauta política. Em outras palavras, é preparar o futuro eleitor. 

No Brasil atual, o aluno recebe uma avalanche de idéias, temos visto discussão sobre variados temas.

Todavia, os relatos só aumenta de que tanto professores como alunos que traz na sua bagagem uma cultura judaico-cristã tem sido censurados. 

Ou seja , no marxismo cultural se criou a ditadura da opinião, em nome de uma falsa intelectualidade e indiretamente o incentivo a cristofobia, pois cristãos se torna um alvo e são excluídos socialmente do debate.

Que existem conflitos morais entre a sociedade e a Bíblia não é novidade nenhuma, uma vez que a Bíblia traz uma posição sobre assuntos sensíveis como vícios, casamento, aborto, sexualidade, ideologia de gênero etc. O que é novo é a tentativa cada vez maior por parte da mídia, redes sociais e escola de calar a todos quanto sustentam a opinião da Bíblia e seus valores de família tradicional.

Por fim, devemos lembrar que as diretrizes da educação são determinadas pelo Governo Federal de acordo com a LDBE Lei de Diretrizes e Base da Educação. Porém , desde que a educação formal foi criada pelo estado foi igualmente uma forma de manipulação das massas . Como diz uma certa música, o aluno no sistema educacional é MAIS UM TIJOLO NA PAREDE. Falta uma formação de pessoas com um pensamento crítico, mas o que vemos é isso, quem pensa fora da caixa ou diferente é simplesmente banido do debate. E assim , caminha a sociedade brasileira. Lamentável!!

@wagnerpedrolima

terça-feira, 29 de março de 2022

Babilônia – pelo Dr. Wagner Pedro Lima

De acordo com a pesquisadora Leick Gwendolyn (2001, p.23), a cidade de Eridu, localizada no território atual do Iraque, constitui-se em uma espécie de “Éden” mesopotâmico. No mito, o deus babilônico Marduk criou o mundo até então conhecido e, com isso, a primeira cidade, Eridu.

Para Gordon Child (1978), o primeiro centro urbano teria sido Erich, de origem suméria. Em suas palavras:

Erech começou como uma aldeia de agricultores neolíticos. A decadência e renovação de aldeias sucessivas [...] que lentamente subia acima do nível da planície alagada. O primeiro metro e meio desse morro artificial consiste totalmente em ruínas de cabas de junco ou casas de tijolos de barro. Os restos simples recolhidos ali ilustram o progresso resumido de uso de metal, roda de cerâmica, etc. A aldeia cresce de tamanho e riqueza, mas continua uma aldeia. Mas de súbito, ao invés das paredes e lareiras de cabanas modestas, surgem os alicerces de uma construção realmente monumental (CHILDE,1978,p.29).

Há ainda pesquisadores que defendam que os primeiros grupos urbanos surgiram em Ur, local onde pode-se encontrar os primeiros resquícios de fixação humana. Contudo, é importante notar que, apesar destas divergências acerca de qual teria sido a primeira cidade, sabemos o que possibilitou seu surgimento. A sedentarizarão humana através do desenvolvimento da agricultura e da domesticação de animais possibilitou uma maior expectativa de vida e, com isso, as famílias tornaram-se maiores. Com mais filhos para ajudar no campo, uma área cada vez maior poderia ser cultivada, e uma aldeola, formada inicialmente de casas simples e perecíveis, transformou-se, aos poucos, em uma vila de casas maiores e mais duráveis. O que antes era apenas um núcleo familiar se desenvolvera em uma pequena comunidade, transferindo a existente lealdade familiar para o grupo.

As cidades mesopotâmicas possuíam uma organização independente, apresentando autonomia política, econômica e religiosa. Configuravam-se em CIDADES ESTADOS.

O controle destas cidades estava nas mãos de um único governante que, na maioria das vezes, desempenhava o papel de um rei.

As aldeias primitivas da Mesopotâmia estavam organizadas em clãs, cada qual com a sua divindade e seus sacerdotes. Essas aldeias sobreviviam da agricultura e de algumas trocas, o que contribuiu para que esses povos se mesclassem e dessem início a cidades, as quais não eram unificadas em torno de um único deus-rei como acontecia em outras sociedades. Cada cidade possuía suas divindades próprias e suas maneiras específicas de cultuá-las.

No geral, as religiões mesopotâmicas eram politeístas e os governantes representavam os deuses na terra. Também eram as divindades as responsáveis pela vida e pela morte, além de decidirem coisas mais triviais, como as chuvas e as vitórias, ou perdas, nas guerras. Ainda, os deuses possuíam a mesma dicotomia humana: podiam ser bondosos ou maldosos, dependendo de seus estados de espírito.

Os descendentes de Noé se estabeleceram em Shin ‘ ar (shainar) Sinear Mesopotâmia. Deus queria que eles se espalhassem e multiplicassem.

Ninrode (bisneto) de Noé, em desobediência liderou uma rebelião contra Deus. Senão vejamos:

“E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.”
Gênesis 11:3-9

A palavra Babilônia é a forma grega de escrever Babel. No ano 2.000 antes de Cristo, Hamurabi reergue a Babilônia.

Hammurabi foi o sexto rei da primeira dinastia babilônica. Conseguiu, durante o seu reinado, conquistar a Suméria e Acádia, tornando-se o primeiro rei do Império babilônico.

 No final do seu reinado, uma enorme "estela" em diorito [rocha], na qual ele é retratado recebendo a insígnia do reinado e da justiça do rei Marduk foi erigida. Abaixo mandou escrever 21 colunas, 282 cláusulas que ficaram conhecidas como Código de Hamurábi (embora abrangesse também antigas leis). Essa legislação estendeu-se pela Assíria, pela Judéia e pela Grécia.

Os assírios dedicaram-se as técnicas de guerra, com um poderoso exército, o primeiro exército organizado do mundo. O segredo de sua eficácia militar era o domínio da tecnologia do ferro na fabricação de armas e ferramentas. A eficiência de seus ataques explica-se também pelos velozes carros de guerra puxados por cavalos. Seu objetivo era saquear os povos conquistados e obrigá-los a pagar tributos.

A cidade da Babilônia tornou-se o maior centro cultural e comercial de todo o Oriente.

A cidade da Babilônia:

Uma cidade que possuía 200 mil habitantes, sendo a maior cidade planejada e protegida da terra. Idólatras adoravam Ishtar deusa do amor e Meroque conhecido como Bel que quer dizer “Senhor”.

A cidade era o poço de vícios do mundo antigo. Nabucodonosor construiu uma torre chamada de zigurat no lugar da torre de Babel.

Legado Cultural da Mesopotâmia:

· Divisão do ano de 12 meses e a semana de 7 dias;

· A divisão do dia em 24 horas;

· A crença nos horóscopos e os doze signos do zodíaco;

· O hábito de fazer plantio de acordo com as fases da Lua;

· O círculo de 360 graus;

· O processo aritmético da multiplicação;

· O cálculo das quatro operações aritméticas;

            . A extração de raiz quadrada;

· A álgebra;

· O sistema de numeração sexagesimal, que dividiu a circunferência em 360º e à hora em 60 minutos;

· A distinção entre planetas e estrelas;

· A arte de prever eclipses;

· O primeiro conjunto de leis escritas, o Código de Hamurabi, feito pelos babilônios no século XVIII a. C.

Profecias:

Na Bíblia existem diversas menções a Babilônia. O profetismo em Israel condenava o estilo de vida dos babilônios.

Anunciai entre as nações; e fazei ouvir, e arvorai um estandarte, fazei ouvir, não encubrais; dizei: Tomada está babilônia, confundido está Bel, espatifado está Merodaque, confundidos estão os seus ídolos, e quebradas estão as suas imagens. Porque subiu contra ela uma nação do norte, que fará da sua terra uma solidão, e não haverá quem nela habite; tanto os homens como os animais fugiram, e se foram. Jeremias 50:2-3

Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão. Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortuosos; quebrarei as portas de bronze, e despedaçarei os ferrolhos de ferro. Dar-te-ei os tesouros escondidos, e as riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome. Isaías 45:1-3

 

Evolução Histórica da Babilônia:

1.                  No ano de 1.400 A.E.C (600 anos depois de Hamurabi) os Hititas invadem e acabam com a Babilônia.

 

2.                  No ano 689 A.E.C (711 anos depois de Hamurabi) o Rei Senaqueribe da Assíria queima a Babilônia.

 

3.                  No ano 612 A.E.C (7 anos depois de incendiada)  a Babilônia comandada pelo Rei Nabucodonosor  toma o Egito. No mesmo ano toma Jerusalém e transforma Judá em seu servo.

 

4.                  603 A.E.C (2 anos depois) Nabucodonosor invade Jerusalém e deixa suas tropas.

 

5.                  597 A.E.C (6 anos depois) Joaquim o príncipe foi levado cativo e Zedequias foi colocado como Rei fantoche.

 

6.                  596 A.E.C (1 ano depois que Zedequias foi empossado) ocorre a traição, Zedequias se alia ao Egito.

 

7.                  587 A.E.C Nabucodonosor queima tudo inclusive o Templo de Salomão.

8.       No ano 562 A.E.C morre o rei Nabucodonosor.

9.  No ano 539 A.E.C (vinte e três anos depois) Belssazar neto de Nabucodonosor oferece banquete para 1.000 príncipes. Nesta mesma noite faleceu conforme registrado em Daniel cap. 5.

O tempo da Babilônia havia se acabado, no mesmo dia, Ciro o Grande, invade a Babilônia e destrói tudo que encontra pela frente.

Conclusão:

A Babilônia para nós cristãos representa um sistema mundano que nos afasta do nosso criador (apocalipse 17:5). A Babilônia recebeu o que merecia no curso da história humana porque aqueles que governaram pensavam em si mesmo como pequenos deuses. Todos aqueles que vivem em um sistema mergulhado no pecado, terá o mesmo fim desta nação, que foi amaldiçoada, destruída e que ficou no passado.

Que nós cristãos não sejamos moldados segundo a Babilônia moderna que continua com os mesmos métodos, mas que apenas tem outros nomes (Romanos 12.2)

Bibliografia:   

 1. GIORDANI, M. C. História da Antiguidade Oriental. Rio de Janeiro, Vozes, 2012.
 2. GNERRE, M. L. A.; POSSEBON, F. (orgs.). Cultura oriental: língua, filosofia e crença. João Pessoa: Editora da UFPB, 2012.
 3. LEICK, G. Mesopotâmia: A Invenção da Cidade. Rio de Janeiro: Imago,2003.
 4. PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações. São Paulo: Contexto, 2005.
______. 100 textos de história antiga. São Paulo: Contexto, 2001.
  

 5. Dicionários Filosófico Volt Arie 

 6. Bíblia Online

 

 

Religião e Política no Discurso do Jornal Mensageiro da Paz durante a Assembleia Nacional Constituinte (1986-1988): Uma Análise à Luz da Sociologia da Religião.

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