De acordo com a pesquisadora Leick
Gwendolyn (2001, p.23), a cidade de Eridu, localizada no território atual do
Iraque, constitui-se em uma espécie de “Éden” mesopotâmico. No mito, o deus
babilônico Marduk criou o mundo até então conhecido e, com isso, a primeira
cidade, Eridu.
Para Gordon Child (1978), o primeiro
centro urbano teria sido Erich, de origem suméria. Em suas palavras:
Erech
começou como uma aldeia de agricultores neolíticos. A decadência e renovação de
aldeias sucessivas [...] que lentamente subia acima do nível da planície
alagada. O primeiro metro e meio desse morro artificial consiste totalmente em
ruínas de cabas de junco ou casas de tijolos de barro. Os restos simples
recolhidos ali ilustram o progresso resumido de uso de metal, roda de cerâmica,
etc. A aldeia cresce de tamanho e riqueza, mas continua uma aldeia. Mas de
súbito, ao invés das paredes e lareiras de cabanas modestas, surgem os alicerces
de uma construção realmente monumental (CHILDE,1978,p.29).
Há ainda pesquisadores
que defendam que os primeiros grupos urbanos surgiram em Ur, local onde pode-se
encontrar os primeiros resquícios de fixação humana. Contudo, é importante
notar que, apesar destas divergências acerca de qual teria sido a primeira
cidade, sabemos o que possibilitou seu surgimento. A sedentarizarão humana
através do desenvolvimento da agricultura e da domesticação de animais possibilitou
uma maior expectativa de vida e, com isso, as famílias tornaram-se maiores. Com
mais filhos para ajudar no campo, uma área cada vez maior poderia ser
cultivada, e uma aldeola, formada inicialmente de casas simples e perecíveis,
transformou-se, aos poucos, em uma vila de casas maiores e mais duráveis. O que
antes era apenas um núcleo familiar se desenvolvera em uma pequena comunidade,
transferindo a existente lealdade familiar para o grupo.
As cidades mesopotâmicas possuíam uma
organização independente, apresentando autonomia política, econômica e
religiosa. Configuravam-se em CIDADES ESTADOS.
O controle
destas cidades estava nas mãos de um único governante que, na maioria das
vezes, desempenhava o papel de um rei.
As aldeias primitivas da Mesopotâmia
estavam organizadas em clãs, cada qual com a sua divindade e seus sacerdotes.
Essas aldeias sobreviviam da agricultura e de algumas trocas, o que contribuiu
para que esses povos se mesclassem e dessem início a cidades, as quais não eram
unificadas em torno de um único deus-rei como acontecia em outras sociedades.
Cada cidade possuía suas divindades próprias e suas maneiras específicas de
cultuá-las.
No geral,
as religiões mesopotâmicas eram politeístas e os governantes representavam os
deuses na terra. Também eram as divindades as responsáveis pela vida e pela
morte, além de decidirem coisas mais triviais, como as chuvas e as vitórias, ou
perdas, nas guerras. Ainda, os deuses possuíam a mesma dicotomia humana: podiam
ser bondosos ou maldosos, dependendo de seus estados de espírito.
Os descendentes de Noé
se estabeleceram em Shin ‘ ar (shainar) Sinear Mesopotâmia. Deus queria que
eles se espalhassem e multiplicassem.
Ninrode (bisneto) de
Noé, em desobediência liderou uma rebelião contra Deus. Senão vejamos:
“E
disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus,
e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a
terra.
Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens
edificavam; E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma
língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo
o que eles intentarem fazer.Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para
que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a
face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.Por isso se chamou o seu
nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali
os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.” Gênesis 11:3-9
A palavra Babilônia é a
forma grega de escrever Babel. No ano 2.000 antes de Cristo, Hamurabi reergue a
Babilônia.
Hammurabi foi o sexto rei da primeira dinastia babilônica. Conseguiu,
durante o seu reinado, conquistar a Suméria e Acádia, tornando-se o primeiro
rei do Império babilônico.
No final do seu
reinado, uma enorme "estela" em diorito [rocha], na qual ele é
retratado recebendo a insígnia do reinado e da justiça do rei Marduk foi
erigida. Abaixo mandou escrever 21 colunas, 282 cláusulas que ficaram
conhecidas como Código de Hamurábi (embora abrangesse também antigas leis).
Essa legislação estendeu-se pela Assíria, pela Judéia e pela Grécia.
Os assírios
dedicaram-se as técnicas de guerra, com um poderoso exército, o primeiro
exército organizado do mundo. O segredo de sua eficácia militar era o domínio
da tecnologia do ferro na fabricação de armas e ferramentas. A eficiência de
seus ataques explica-se também pelos velozes carros de guerra puxados por
cavalos. Seu objetivo era saquear os povos conquistados e obrigá-los a pagar
tributos.
A cidade da Babilônia
tornou-se o maior centro cultural e comercial de todo o Oriente.
A cidade da Babilônia:
Uma
cidade que possuía 200 mil habitantes, sendo a maior cidade planejada e
protegida da terra. Idólatras adoravam Ishtar deusa do amor e Meroque conhecido
como Bel que quer dizer “Senhor”.
A
cidade era o poço de vícios do mundo antigo. Nabucodonosor construiu uma torre
chamada de zigurat no lugar da torre de Babel.
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Legado Cultural da Mesopotâmia:
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· Divisão do ano de 12 meses e a semana de 7
dias;
· A divisão do dia em 24 horas;
· A crença nos horóscopos e os doze signos do
zodíaco;
· O hábito de fazer plantio de acordo com as
fases da Lua;
· O círculo de 360 graus;
· O processo aritmético da multiplicação;
· O cálculo das quatro operações aritméticas;
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. A extração de raiz quadrada;
· A álgebra;
· O sistema de numeração sexagesimal, que
dividiu a circunferência em 360º e à hora em 60 minutos;
· A distinção entre planetas e estrelas;
· A arte de prever eclipses;
· O primeiro conjunto de leis escritas, o
Código de Hamurabi, feito pelos babilônios no século XVIII a. C.
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Profecias:
Na Bíblia existem diversas
menções a Babilônia. O profetismo em Israel condenava o estilo de vida dos
babilônios.
Anunciai entre as nações; e
fazei ouvir, e arvorai um estandarte, fazei ouvir, não encubrais; dizei:
Tomada está babilônia, confundido está Bel, espatifado está Merodaque,
confundidos estão os seus ídolos, e quebradas estão as suas imagens. Porque
subiu contra ela uma nação do norte, que fará da sua terra uma solidão, e
não haverá quem nela habite; tanto os homens como os animais fugiram, e se
foram. Jeremias 50:2-3
Assim diz o SENHOR ao seu
ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante
de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as
portas, e as portas não se fecharão. Eu irei adiante de ti, e endireitarei
os caminhos tortuosos; quebrarei as portas de bronze, e despedaçarei os
ferrolhos de ferro. Dar-te-ei os tesouros escondidos, e as riquezas
encobertas, para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te
chama pelo teu nome. Isaías 45:1-3
Evolução
Histórica da Babilônia:
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1.
No ano de 1.400 A.E.C (600 anos depois
de Hamurabi) os Hititas invadem e acabam com a Babilônia.
2.
No ano 689 A.E.C (711 anos depois de
Hamurabi) o Rei Senaqueribe da Assíria queima a Babilônia.
3.
No ano 612 A.E.C (7 anos depois de incendiada) a Babilônia comandada pelo Rei Nabucodonosor toma o Egito. No mesmo ano toma Jerusalém e
transforma Judá em seu servo.
4.
603 A.E.C (2 anos depois) Nabucodonosor
invade Jerusalém e deixa suas tropas.
5.
597 A.E.C (6 anos depois) Joaquim o
príncipe foi levado cativo e Zedequias foi colocado como Rei fantoche.
6.
596 A.E.C (1 ano depois que Zedequias
foi empossado) ocorre a traição, Zedequias se alia ao Egito.
7.
587 A.E.C Nabucodonosor queima tudo
inclusive o Templo de Salomão.
8. No
ano 562 A.E.C morre o rei Nabucodonosor.
9. No ano 539 A.E.C (vinte e três anos depois)
Belssazar neto de Nabucodonosor oferece banquete para 1.000 príncipes. Nesta
mesma noite faleceu conforme registrado em Daniel cap. 5.
O tempo da Babilônia
havia se acabado, no mesmo dia, Ciro o Grande, invade a Babilônia e destrói
tudo que encontra pela frente.
Conclusão:
A Babilônia
para nós cristãos representa um sistema mundano que nos afasta do nosso criador
(apocalipse 17:5). A Babilônia recebeu o que merecia no curso da história
humana porque aqueles que governaram pensavam em si mesmo como pequenos deuses.
Todos aqueles que vivem em um sistema mergulhado no pecado, terá o mesmo fim
desta nação, que foi amaldiçoada, destruída e que ficou no passado.
Que nós
cristãos não sejamos moldados segundo a Babilônia moderna que continua com os
mesmos métodos, mas que apenas tem outros nomes (Romanos 12.2)
Bibliografia:
1. GIORDANI, M. C. História
da Antiguidade Oriental. Rio de Janeiro, Vozes, 2012.
2. GNERRE, M. L. A.; POSSEBON, F. (orgs.). Cultura oriental: língua,
filosofia e crença. João Pessoa: Editora da UFPB, 2012.
3. LEICK, G. Mesopotâmia: A Invenção da Cidade. Rio de Janeiro:
Imago,2003.
4. PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações. São Paulo: Contexto, 2005.
______. 100 textos de história antiga. São Paulo: Contexto, 2001.
5. Dicionários
Filosófico Volt Arie
6. Bíblia
Online