segunda-feira, 16 de março de 2026

Religião e Política no Discurso do Jornal Mensageiro da Paz durante a Assembleia Nacional Constituinte (1986-1988): Uma Análise à Luz da Sociologia da Religião.

Religião e Política no Discurso do Jornal Mensageiro da Paz durante a Assembleia Nacional Constituinte (1986-1988): Uma Análise à Luz da Sociologia da Religião. Wagner Pedro Lima Resumo: Este artigo analisa o discurso político-religioso veiculado pelo jornal Mensageiro da Paz, órgão oficial da Assembleia de Deus, durante o processo da Assembleia Nacional Constituinte (1986-1988). O estudo identifica como a instituição propõe uma ideia de “batalha espiritual” na política, a formação de uma bancada confessional e os traços discursivos alinhados à Teologia do Domínio – corrente que, segundo Rushdoony (1973) e Bahnsen (1977), defende a reconstrução da sociedade sob a lei bíblica e o domínio cristão sobre todas as esferas sociais. Por meio da análise de conteúdo (Bardin, 2011) das edições do periódico, o artigo revela uma evolução discursiva em três fases distintas: mobilização e introdução da ideia de “batalha espiritual” na política; consolidação da bancada e defesa de valores; e ofensiva final e vitória simbólica. Conclui-se que a Constituinte funcionou como um rito de passagem e um campo de aprendizado prático que não apenas forjou uma bancada evangélica coesa, mas também consolidou um arcabouço discursivo que legitimou e impulsionou o ativismo político evangélico nas décadas subsequentes, materializando um projeto de influência societal de longo prazo. Palavras-chave: Ciência da Religião; Sociologia da Religião; Mensageiro da Paz; Teologia do Domínio; Assembleia Nacional Constituinte; Evangélicos e Política. Introdução O processo de redemocratização brasileira, culminando na Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988), representou muito mais do que a simples elaboração de uma nova Carta Magna. Foi um período de intensa reconfiguração do pacto social, de redefinição das instituições nacionais e de emergência de novos atores no cenário político. Nesse contexto, os grupos religiosos, notadamente os evangélicos que vivenciavam um crescimento exponencial desde meados do século XX, enxergaram uma janela de oportunidade histórica ímpar para influenciar os rumos do país e garantir que sua visão de mundo e seus valores morais encontrassem ressonância no ordenamento jurídico nacional. Este artigo se dedica a investigar, a partir de uma perspectiva interdisciplinar da Ciência da Religião, com forte ênfase na abordagem sociológica, como a Assembleia de Deus, a maior e mais influente denominação pentecostal do Brasil, articulou um discurso que conjugava de forma intrínseca a fé e a política. O veículo escolhido para esta análise é o seu principal órgão de imprensa, o jornal Mensageiro da Paz. Circulando nacionalmente, este periódico não era apenas um informativo; era um instrumento de doutrinação, coesão identitária e mobilização para seus fiéis. A análise desse discurso é fundamental para compreender a gênese do ativismo político evangélico contemporâneo. Busca-se, especificamente, identificar e interpretar os traços de um projeto político-religioso de influência societal, examinando a possível ressonância de correntes teológicas como a Teologia do Domínio. Para Rushdoony (1973), a Teologia do Domínio é a convicção de que a sociedade deve ser reconstruída segundo a lei bíblica, e de que os cristãos são chamados a exercer domínio sobre todas as esferas da vida – família, política, educação, economia –, de modo a produzir uma ordem social explicitamente cristã. Para este autor, a teologia do domínio “afirma a necessidade de que a lei de Deus governe todos os aspectos da vida humana e de que os cristãos assumam autoridade sobre as instituições da sociedade”. Bahnsen (1977) avança nessa definição, caracterizando-a como uma visão teonômica na qual a Lei moral e civil do Antigo Testamento continua normativamente válida para regular a sociedade contemporânea, sustentando que o “domínio” dado a Adão e renovado em Cristo inclui a obrigação de aplicar os padrões bíblicos à vida pública. Partindo desse referencial teórico, este trabalho busca integrar a análise sociológica do fenômeno religioso – observando a religião como um fato social que interage, conflita e se transforma em diálogo com outras esferas da sociedade – com a interpretação crítica do discurso político-evangélico. Objetiva-se, assim, valorizar a interdisciplinaridade proposta pela Ciência da Religião, explorando as interfaces entre o religioso e o político como dimensões fundamentais para a compreensão da formação social brasileira. Referencial Teórico A Sociologia da Religião, desde seus clássicos como Émile Durkheim, Max Weber e Karl Marx, compreende a religião não como um fenômeno isolado, mas como uma instituição social profundamente imbricada com a estrutura da sociedade. Max Weber, em particular, ao analisar a ética protestante e seu impacto no espírito do capitalismo, demonstrou como crenças religiosas podem ter consequências imprevistas e profundas na organização econômica e social. Este artigo se inscreve nessa tradição, entendendo o discurso do Mensageiro da Paz como uma manifestação de um “ethos” religioso que busca orientar a ação social e política de seu grupo. Para analisar a articulação entre religião e política, o conceito de campo, desenvolvido por Pierre Bourdieu, mostra-se profícuo. O campo religioso e o campo político são esferas autônomas com lógicas próprias, mas que constantemente se interpenetram. A atuação da bancada evangélica na Constituinte pode ser vista como uma estratégia de agentes religiosos para importar o capital simbólico acumulado no campo religioso – sua autoridade moral, seu poder de mobilização, seu discurso de verdade – para o campo político, visando acumular capital político e influenciar as regras do jogo social. É neste contexto que o conceito de Teologia do Domínio se torna analiticamente crucial. Conforme exposto, para Rushdoony (1973) e Bahnsen (1977), trata-se de uma visão que transcende a mera participação política pontual. É um projeto compreensível de reordenamento social, uma teologia política que aspira à hegemonia cultural e jurídica. A socióloga Sara Diamond foi uma das pioneiras em utilizar e popularizar o termo “dominionismo” para descrever esta tendência político-teológica dentro da direita cristã, principalmente nos Estados Unidos (Diamond, 1989; Berlet, 2011). No contexto brasileiro, sua influência, ainda que não necessariamente nominal ou ortodoxa, pode ser rastreada em discursos que defendem a submissão do Estado e das leis aos princípios bíblicos, a conquista de espaços de poder para "cristianizar" a nação e a visão da política como uma guerra espiritual. Este artigo não assume que a Assembleia de Deus como instituição subscrevia formalmente à uma concepção que subordinava a esferas politica e social ao cristianismo. No entanto, busca identificar no discurso do Mensageiro da Paz traços dominionistas – elementos discursivos e estratégicos que ecoam essa visão de mundo e esse projeto de sociedade. Método: Análise de Conteúdo do Mensageiro da Paz Para operacionalizar esta investigação, foi adotada a Análise de Conteúdo, conforme metodologia sistematizada por Laurence Bardin (2011). Esta técnica permite uma leitura não apenas quantitativa, mas sobretudo qualitativa e interpretativa dos materiais, indo além da aparência dos textos para desvendar seus significados latentes e suas intencionalidades. O corpus da pesquisa foi composto pelas edições do jornal Mensageiro da Paz publicadas no período chave de novembro de 1986 a dezembro de 1988, abrangendo assim as fases pré, durante e pós-Assembleia Nacional Constituinte. O acesso ao material deu-se através do acervo virtual da Relep (https://www.relep.org.br/biblioteca-virtual). A metodologia adotada foi organizada em três etapas interligadas: 1. Leitura Exploratória: Uma primeira imersão no material, com o objetivo de identificar os temas recorrentes, os atores mencionados, o tom do discurso e as ênfases dadas ao processo constituinte. 2. Organização Sistemática: A partir da leitura exploratória, estabeleceram-se critérios de análise que permitiram agrupar e examinar o conteúdo de modo organizado. Foram criadas categorias analíticas, tais como: "Batalha Espiritual na Política", "Defesa de Valores Morais", "Construção de Inimigo", "Narrativa de Vitória/Influência", entre outras. 3. Análise Interpretativa: Nesta fase final, os excertos categorizados foram interpretados à luz do referencial teórico, buscando-se compreender as estratégias discursivas empregadas, a visão de sociedade subjacente e os possíveis diálogos com a Teologia do Domínio e o contexto sociopolítico da redemocratização. Análise e Discussão: A Evolução do Discurso Político-Religioso no Mensageiro da Paz A análise detalhada do material revelou uma nítida evolução no discurso político-religioso do Mensageiro da Paz, que pode ser periodizada em três fases principais, cada uma com características e ênfases próprias. Fase 1: A Mobilização e a “Batalha Espiritual” na Política (Nov/1986 - Abr/1987) Esta fase inicial, que antecede e acompanha o início dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituintes, é marcada pelo enquadramento do processo político como uma “batalha espiritual”. A participação na esfera pública é elevada à categoria de imperativo religioso. Na edição de novembro de 1986, lê-se: "As profundas mudanças pelas quais passa o País […] tomam indispensável a efetiva contribuição dos evangélicos nas discussões dos temas a serem incluídos na nova Carta Magna do Brasil." (p. 6) Esta fala constrói a participação política não como uma opção, mas como um dever inerente à fé. O voto é enquadrado como um ato de unidade e apoio comunitário: "E os políticos evangélicos só poderão participar contando com o apoio de todos, elegendo seus representantes." (p. 6). Observa-se aqui a formação de uma identidade política coletiva, onde o indivíduo crente é convocado a agir em bloco. A ideia do cargo público representar igualmente um posicionamento no mundo metafisico é outro traço marcante. Sobre o então candidato José Maria, afirma-se: "José Maria acredita ser possível atuar na política sem perder em nenhum momento o brilho do testemunho cristão." (p. 20). A política é, assim, ressignificada como um ministério, uma extensão pública do testemunho de fé, onde a conduta moral ilibada é o principal capital. A legislação é vista como uma missão divina: "é a Palavra de Deus que deve dirigir todas as iniciativas dos evangélicos que tiverem o privilégio de participar de um momento tão importante para a Nação" (p. 20). Este trecho é emblemático, pois sugere que a lei secular deve ser diretamente guiada e moldada pelos princípios bíblicos, um claro indício de um projeto teonômico. Por fim, a mobilização se dá através da construção de um conflito ideológico. Alertava-se: "Caso contrário, o comunista, por exemplo, tomará o lugar, levando adiante ideias […] altamente nocivas à liberdade religiosa". (p. 20). A figura do "comunista" funciona como um bode expiatório, um inimigo tangível que gera medo, urgência e coesão interna, mobilizando o grupo em torno da defesa de suas liberdades e da conquista do espaço político. Na edição de abril de 1987, já com os representantes eleitos em exercício, o discurso se consolida. A manchete anuncia: "Constituintes evangélicos formam, em número, a quarta maior bancada da Assembleia -- Em Brasília, estarão lutando contra a liberação do aborto -- A moralização dos meios de comunicação será, também, uma das metas do grupo." (p. 1). A bancada é apresentada como um bloco coeso e combativo, já com uma agenda moral definida, mostrando a transição da mobilização eleitoral para a atuação legislativa concreta. A ideia de “Batalha Espiritual” se aprofunda. O Dep. João de Deus Antunes declara: "Os joelhos serão a nossas armas para derrubarem as barreiras que, sem dúvida, se levantarão contra nós. Mas elas serão vencidas pelo poder da oração." (p. 13). A atividade política é, portanto, enquadrada como uma “batalha espiritual”, onde o sucesso depende mais da intervenção divina do que de estratégias políticas convencionais, reforçando a ideia de uma guerra cósmica que se desenrola no plano terrestre. Fase 2: A Consolidação da Bancada e a Defesa de Valores (Ago/1987 - Mar/1988) Nesta fase intermediária, observa-se a consolidação da atuação da bancada evangélica e um aprofundamento da defesa de valores morais específicos, acompanhado de uma fiscalização interna. A edição de março de 1988 é particularmente reveladora ao publicar uma crítica contundente: "Os tempos são difíceis e muitos crentes, às vezes, atrapalham o progresso do Evangelho. Quem leu o 'Jornal do Brasil', de 30 de novembro de 1987, observou, nitidamente, que alguns constituintes evangélicos têm se comportado como os incrédulos e oportunistas da política brasileira" (p. 4). Este trecho demonstra uma sofisticação discursiva. Há uma exigência de conduta política distintiva. Os políticos evangélicos não são apenas representantes de um grupo de interesse, mas embaixadores de uma moralidade superior. Qualquer deslize é visto como uma traição não apenas política, mas religiosa, "atrapalhando o progresso do Evangelho". Isso reforça a necessidade de um projeto político confessional coeso e rigidamente alinhado a princípios morais específicos, funcionando como um mecanismo de controle e purificação do grupo. Paralelamente, surge um discurso que articula a ação política com o benefício comunitário. Escreve Maria Rita Barbosa Pereira: "É necessário que todos os crentes [em] cargos eletivos se preocupem com os projetos que visem o bem-estar do povo. Quando a luta tem objetivos comuns, o povo evangélico é, também, beneficiado" (p. 4). "É necessário que todos os crentes [em] cargos eletivos se preocupem com os projetos que visem o bem-estar do povo. Quando a luta tem objetivos comuns, o povo evangélico é, também, beneficiado" (p. 4). Aqui, observa-se uma instrumentalização da ação política. A representação no Estado deve assegurar vantagens tangíveis para o grupo religioso, articulando uma visão onde a fé e os interesses comunitários estão intrinsecamente ligados à atuação no espaço público. Fase 3: A Ofensiva Final e a Vitória Simbólica (Jun/1988 - Dez/1988) A fase final do processo constituinte é caracterizada por um discurso de mobilização máxima e, posteriormente, pelo enquadramento dos resultados como uma vitória parcial e simbólica, consolidando a narrativa de influência e poder. Em junho de 1988, uma pergunta retórica na capa do jornal direciona o olhar do leitor: "Qual a solução para o Brasil? A qualquer momento pode ser promulgado o novo texto constitucional, que traz as novas diretrizes para a nação brasileira nos próximos anos." (p. 1). A questão posiciona a Constituinte como um marco decisivo para o destino nacional, uma preocupação central da comunidade evangélica, que se apresenta como portadora de uma "solução". Um dos momentos mais significativos para a análise da influência política é narrado na edição de agosto de 1988, referindo-se ao deputado Matheus Iensen: "Todavia, Matheus Iensen foi sensível aos apelos que lhe foram dirigidos pelas lideranças evangélicas, além de muitos documentos que lhe chegaram às mãos oriundos de todas as partes do Brasil." (p. 7) "Todavia, Matheus Iensen foi sensível aos apelos que lhe foram dirigidos pelas lideranças evangélicas, além de muitos documentos que lhe chegaram às mãos oriundos de todas as partes do Brasil." (p. 7) Este trecho é central para identificar um traço dominionista, pois narra um caso concreto de influência bem-sucedida sobre o poder secular. A menção às "lideranças evangélicas" e aos documentos de "todas as partes do Brasil" constrói a imagem de um bloco coeso, organizado e com capacidade real de pressão política. A vitória na retirada da emenda é apresentada como prova da eficácia dessa mobilização e do reconhecimento, pelo poder político, do peso numérico e organizacional dos evangélicos. É a materialização do "domínio" em ação. Interessante notar a estratégia de reconciliação e neutralização do oponente: "E ao encerramento dos trabalhos […] ele dirige-se ao plenário… e num gesto de compreensão, retirou a tão combatida emenda…" (p. 7). O discurso evita demonizar o deputado, descrevendo sua ação como um "gesto de compreensão". Esta postura é inteligente, pois transforma um oponente em alguém que foi racionalmente persuadido, encerrando o conflito de forma não antagônica e abrindo espaço para futuras negociações. Contudo, a narrativa de conflito permanece como ferramenta de mobilização. Na edição de outubro, o pastor Guilhermino Cunha adverte: "Os inimigos do Evangelho sabem disso, e por isso estão trabalhando com o propósito de desgastar nossos representantes na Constituinte porque eles são líderes, eles foram eleitos, e no momento em que nosso arsenal de liderança se mostrar fraco, nós teremos a nossa representatividade diminuída." (p. 13) A categoria "inimigos do Evangelho" é vaga mas poderosa, criando um "eles" que se opõe ao "nós". Esta oposição binária justifica a necessidade de coesão interna e serve para consolidar a identidade grupal contra uma ameaça externa indefinida, um movimento retórico comum em projetos de conquista de influência. O discurso também revela uma clara ambição de influência religiosa sobre o Estado e a Lei. Na edição de novembro, Nemuel Kessler afirma: "A Constituição sem reforma... Temos plena consciência de que a Constituição é a que consegue o estado de direito e revitaliza as instituições de um país... Mas, sob que o Brasil será melhor e que já está mudando... A missão desses homens... é reconhecer a soberania de Deus." (p. 2) Aqui, sugere-se que a ordem constitucional e jurídica deve estar submetida à "soberania de Deus", refletindo a visão dominionista de que as leis e instituições seculares devem ser governadas por princípios cristãos. Essa ideia é reforçada pela afirmação de que "A Bíblia supera as 170 constituições dos países que existem no mundo, e só ela é capaz de mudar o interior do homem." (p. 2). A Bíblia é colocada como norma superior a todas as constituições humanas, deslocando a fonte de soberania do povo para a divindade. Por fim, a edição de dezembro de 1988, que cobre a promulgação da nova Carta, encerra o ciclo com um discurso de vitória: "Na promulgação da nova Constituição, evangélicos mostram sua força -- Pastor Geziel Gomes afirma que Deus deseja morar nos corações dos brasileiros -- Povo de Deus ora para que a Constituição traga nova esperança ao país neste Natal." (p.1) O trecho é revelador. Ele não apenas registra um fato, mas o enquadra como um momento de demonstração de "força" evangélica. A oração para que a Carta traga "nova esperança" sugere uma expectativa de que o documento legal incorpore, ou pelo menos não se oponha, a uma visão de mundo cristã. É a celebração de um primeiro passo, simbólico e discursivo, na longa marcha para influenciar as bases legais e culturais da sociedade brasileira. Conclusão A análise do discurso do Mensageiro da Paz ao longo de todo o processo constituinte permite identificar a construção consciente e evolutiva de um projeto político-religioso de longo prazo. O que emerge de suas páginas não é uma mera cobertura jornalística de um evento político, mas a elaboração de uma narrativa totalizante que espiritualizou a política, definiu uma agenda moral específica e forjou as bases simbólicas e organizacionais de um projeto de influência societal. A Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988 funcionou, nas páginas do periódico, muito mais do que um parlamento; foi um rito de passagem e um campo de aprendizado prático. Foi nesse laboratório que se forjou não apenas uma bancada parlamentar, mas todo um arcabouço discursivo – com suas estratégias de mobilização, sua linguagem de guerra espiritual, sua definição de inimigos, sua exigência de conduta distintiva e sua narrativa de vitória e influência – que forneceria o repertório e a legitimida

Religião e Política no Discurso do Jornal Mensageiro da Paz durante a Assembleia Nacional Constituinte (1986-1988): Uma Análise à Luz da Sociologia da Religião.

Religião e Política no Discurso do Jornal Mensageiro da Paz durante a Assembleia Nacional Constituinte (1986-1988): Uma Análise à Luz da Soc...